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Desafios da gestão do resíduo plástico

4 de fevereiro de 2025

Já parou para pensar na quantidade de resíduo plástico que você produz? Esse, sem dúvidas, pode não ser um questionamento recorrente. Um estudo recente, feito pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), mostra que cada brasileiro produz 1 Kg de plástico por semana. Números podem servir de alerta, ao passo que impactam e nos ajudam a repensar os hábitos que levam a esse resultado.

As dimensões continentais do Brasil revelam seu poder de grandeza não somente em território. A mesma pesquisa aponta que ocupamos o 4º lugar como maior produtor de resíduo plástico do mundo – por ano são 11.355.220 milhões de toneladas – ficamos atrás somente dos Estados Unidos, China e Índia. Apenas 145.043 toneladas desse total são recicladas, ou seja, 1%. E mais: 2,4 milhões de toneladas têm destino irregular.

O combate a esse tipo de resíduo no mar é um dos principais desafios da gestão ambiental contemporânea. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, estima-se que 4,8 a 12,7 milhões de toneladas entraram nos oceanos em 2010 – o equivalente a até 4,6% de todos os resíduos plásticos gerados em 192 países avaliados.

Garrafas PET têm tempo de degradação superior a 400 anos e sacolas levam até 20 anos. O tempo corre, mas os rastros danosos se perpetuam por gerações. Tratar esse assunto tão delicado vai além de uma questão ambiental, que atinge a todo o ecossistema marítimo. Essa também é uma pauta social, de saúde pública e cultural.

O que polui, sem dúvidas, é o descarte incorreto. O tema merece lugar em debates, desde as rodas de conversa entre amigos, até a mesa do trabalho. População e governos precisam se atentar ao fato de que cada um possui sua parcela de responsabilidade para que a realidade mude.

Sobre praticar o descarte consciente de resíduos 

Praticar o descarte consciente precisa entrar na equação. Só assim o plástico deixará de ser um grande vilão. Em todo o país, são quase 80 milhões de resíduos sólidos por ano e iniciativas comuns, como separar o lixo e usar adequadamente os pontos de descarte, ainda são pouco praticadas.

Outros campos também precisam de atenção quando falamos sobre descarte incorreto de resíduos. Estimular o pensamento crítico em relação é fundamental. De fato, quantas vezes em nossas vidas paramos para discutir sobre este assunto? Esta pauta precisa estar enraizada em debates, que necessitam iniciar nas escolas e nos acompanhar por onde formos – a partir dessas verdadeiras chamadas para reflexão, na constância que merecem, veremos avanços no pensamento e hábitos da sociedade. Dados de 2018, da Organização das Nações Unidas (ONU), alertam: 99% dos produtos comprados são jogados fora dentro de seis meses. Para acomodar os 7,6 bilhões de moradores do mundo, suprir o uso de recursos e absorver o que é gerado, seria necessário 70% de outro planeta Terra.

Mitigar os impactos causados pelo consumo versus o descarte incorreto, com práticas ambientais básicas, é dever de todos. Planos e leis a respeito funcionarão em seus potenciais máximos, quando cada um se responsabilizar pelo que é devido.

Este artigo da Marca Ambiental foi destaque na Revista Ekletica

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