O resíduo de hoje é o combustível de amanhã
Hoje, nosso objetivo aqui é trazer um tema que tem sido destacado com intensidade em pautas mundiais, mas nosso foco central será o estado do Espírito Santo. Nós sabemos que é preciso provocar conversas e mais debates sobre descarbonização, já que este assunto se tornou um protagonista que circula todos os dias pelas ruas, avenidas e rodovias do Espírito Santo. Neste conteúdo, queremos tratar sobre o transporte urbano e descarbonização, especificamente.
A EPE, Empresa de Pesquisa Energética, aponta que o setor de transportes é responsável por 47% das emissões de gases de efeito estufa do Brasil. E tem mais! Mais de 85% da população brasileira reside em áreas urbanas, e é justamente nesse ambiente que a queima de combustíveis fósseis se torna mais visível e mais urgente de ser enfrentada.
Mas temos uma boa notícia aos capixabas. O Espírito Santo não está aguardando o problema se agravar para agir. O estado se posicionou como um dos mais avançados do Brasil na agenda climática, e a mobilidade urbana de baixo carbono faz parte da pauta. Com o lançamento do Plano NetZeroES 2050, o estado estabeleceu um movimento que transformou o nosso ES em uma potência no que diz respeito à economia circular.
O Governo do Estado já apresentou ao BNDES projetos que incluem 34,8 km de VLT e 18,3 km de monotrilho para a Região Metropolitana da Grande Vitória, com estudos de viabilidade econômica e ambiental em andamento. O sistema Transcol também está em renovação, com novos ônibus que foram incorporados à frota, com motores e tecnologia de baixa emissão.
Mas também há um movimento da Marca Ambiental que está acontecendo agora, nas ruas da Grande Vitória, e que representa um avanço para a mobilidade capixaba. E é sobre isso que queremos nos aprofundar hoje com você!
Imagine, agora, que o resíduo que sai da sua casa ou da sua empresa possa voltar às ruas da cidade na forma de combustível limpo, abastecendo os próprios caminhões que o recolheram. É o modelo que nós, da Marca Ambiental, estamos colocando em prática no ES, e que representa um grande avanço na economia circular e mobilidade de baixo carbono. Sim, estamos renovando nossa frota de transporte de resíduos com caminhões movidos a biometano, o primeiro projeto desse tipo no estado. Até o final de 2026, serão diversos veículos do tipo caçamba operando com esse combustível renovável, substituindo o diesel na operação de transbordo entre a Central de Serviços de Vitória, no bairro Resistência, e a nossa Central de Valorização de Resíduos, em Cariacica.
Dois caminhões já estão em operação na Grande Vitória, atualmente abastecidos com gás natural veicular, que já emite entre 20% e 25% menos CO2 do que o diesel. Eles serão migrados para o biometano assim que a nova usina da Marca Ambiental entrar em operação.
A primeira usina de biometano do Espírito Santo, tem investimento de R$70 milhões, é uma parceria com a Air Liquide, e ficará aqui na Marca Ambiental. A usina será capaz de processar 60.000 Nm³/dia de biogás, purificando e transformando em biometano, com capacidade de injeção de 25.000 Nm³/dia deste biocombustível na rede de distribuição estadual.
Nossa planta injetará biometano diretamente na rede da ES Gás, o que nos tornará a primeira empresa capixaba a conectar a cadeia de resíduos à infraestrutura de distribuição de gás do estado. E, para os caminhões da nossa própria frota, isso significa operar com redução de até 90% nas emissões de CO2 equivalente, em comparação ao diesel.
O biometano ocupa um papel estratégico que os veículos elétricos, por limitações de infraestrutura e autonomia, ainda não conseguem preencher em operações de logística urbana pesada.
Caminhões de transbordo de resíduos percorrem rotas de média e longa distância com cargas pesadas e em operação contínua. Para esse perfil operacional, o biometano entrega desempenho comparável ao diesel, com a vantagem de ser renovável, produzido localmente e com emissões radicalmente menores.
Frotas de transporte público, com ônibus movidos a biometano já operam em outras cidades do Brasil e são viáveis para o sistema de transporte público. Logística urbana privada, com empresas com frotas de distribuição, podem substituir diesel por biometano, reduzindo emissões de escopo 1 e, para as que estão aqui no ES, isso significa que poderão avançar em certificações como o Selo Descarboniza-ES.
A nossa frota de biometano não surgiu do nada. Ela é o capítulo mais recente de uma trajetória de três décadas que posiciona a Marca Ambiental como a empresa de maior profundidade técnica na intersecção entre gestão de resíduos, geração de energia renovável e descarbonização industrial no Espírito Santo.
Entender essa trajetória é entender por que somos uma empresa e um parceiro estratégico, e não apenas um fornecedor, para negócios que querem liderar a transição energética. E por isso, fizemos esse conteúdo para você levar como um argumento até para reuniões decisórias com seus pares à mesa!

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Com capacidade de produzir 25.000 Nm³/dia de biometano e injeção prevista na rede da ES Gás a partir de 2026, a Marca Ambiental passa a atuar simultaneamente em geração de eletricidade renovável, fornecimento de biometano para mobilidade e oferta de combustível limpo para a indústria.
Na COP30, a convite do Governo do Estado, a Marca Ambiental foi reconhecida como a primeira empresa do Espírito Santo a receber o Selo Descarboniza-ES, a chancela oficial da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) para organizações que comprovam redução real de Gases de Efeito Estufa. O selo faz parte do plano de descarbonização com metas e resultados verificáveis, em conformidade com a ABNT NBR ISO 14064 e o Decreto nº 5870-R/2024.
Você também pode ter o seu! Já que a conquista do selo pelo caminho correto, inventário auditado, plano de metas, redução comprovada de pelo menos 5% das emissões, garante acesso prioritário a incentivos fiscais estaduais, linhas de crédito diferenciadas e posicionamento estratégico em licitações e cadeias de suprimento que exigem fornecedores de baixo carbono.
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Ao substituir diesel ou gás fóssil por biometano, sua empresa gera reduções de emissões mensuráveis e verificáveis. Essas reduções podem ser convertidas em créditos de carbono, um ativo financeiro crescente no mercado brasileiro.
Se você é um empresário ou gestor no Espírito Santo, a conversa sobre mobilidade urbana de baixo carbono tem implicações diretas para a sua operação, independentemente do setor em que atua.
Empresas que operam frotas próprias, seja para distribuição, coleta, transporte de colaboradores ou operações industriais, têm na eletrificação ou na conversão para biometano um caminho para reduzir emissões de escopo 1. Isso não é apenas compliance ambiental, é acesso a linhas de crédito verde, melhoria de rating ESG e diferenciação perante grandes clientes.
Com a entrada em operação da planta da Marca Ambiental e a injeção na rede da ES Gás prevista para este ano, o biometano capixaba deixa de ser exclusividade da logística de resíduos e passará a estar disponível para a indústria. Caldeiras, fornos, secadores e processos que hoje consomem gás natural fóssil poderão ser abastecidos com biometano, combustível renovável, produzido localmente, com a mesma eficiência e infraestrutura já existente.
O Espírito Santo tem hoje um conjunto de condições para liderar a mobilidade de baixo carbono no Brasil, políticas públicas alinhadas, NetZeroES 2050, Selo Descarboniza-ES, infraestrutura em construção, usina de biometano, rede de gás, e uma empresa que acumula 30 anos de expertise para transformar resíduo em energia renovável.
Aqui na Marca não estamos apenas adaptando nossas operações à agenda climática. Estamos construindo a infraestrutura que permitirá que outras empresas capixabas, como a sua, façam o mesmo com mais segurança, mais competitividade e mais resultados. A pergunta não é mais se a transição energética vai chegar ao seu negócio. É quando você vai decidir liderá-la!
Entre em contato e descubra como sua empresa pode liderar a transição energética no ES.
Fontes e referências
Ministério das Cidades, COP30 (novembro 2025), IMARC Group, BCG, Decreto ES nº 5870-R/2024, Portaria Conjunta IEMA/SEAMA nº 3-R/2025
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